Sabemos
que são muitos os perigos relacionados à prática da mediunidade caso não
realizada com cuidado, estudo e preparo para tal atividade de conexão com o
plano espiritual. O médium é um ser sensível que usa sua intuição para se
conectar e entender o que ocorre em determinado momento. No entanto, é preciso
ser cauteloso quando se fala de mediunidade. Crianças e adolescentes, pouco
maduros, não possuem capacidade física e mental para realizar tal prática,
assim como adultos com algum desequilíbrio mental.
A prática da mediunidade pode gerar
cansaço, mas cabe a nós entender que essa estafa física logo passará e o
espírito ganhará com essa atividade que não lhe cansa. Também, precisamos
lembrar que a evolução e o aprimoramento pessoal é requisito para uma boa
prática de Umbanda. O comportamento dentro ou fora do terreiro reflete na
coletividade, visto que somos médiuns sempre, dentro ou fora de nosso terreiro.
Além disso, precisamos reforçar o pensamento positivo, pois nossa vibração
permite a conexão com seres que vibram na mesma frequência. A mediunidade é
vivida 24 horas por dia. Por isso, em casa, no trabalho ou no terreiro,
precisamos atentar para nossos pensamentos e comportamentos que possibilitam a
conexão com o plano espiritual. (Ane – trabalhadora da Casa da Paz)
O perigo da mediunidade está
assertivamente ligado ao comportamento moral e ético do médium. É através de
suas vivências diárias, que o médium estará correndo algum risco eminente ou
não. Sabemos da grande dificuldade que temos em dominar nossos pensamentos,
percebemos o obstáculo que ainda é, nos desgastar energeticamente com o que não
conseguimos mudar, mas precisamos escolher efetivamente nossa reforma íntima. É
importante saber do verdadeiro perigo do mau uso e da falta de cuidado com a
nossa mediunidade, somente o comprometimento e a vigilância constante,
nortearão o caminho mais seguro e correto. (Caroline Scheer – trabalhadora da
Casa da Paz)
A ideia central está na conduta do
médium no desempenho mediúnico. A mediunidade não é uma faculdade
extraordinária, mas algo natural, carecido de um desenvolvimento criterioso e
responsável. O exercício diário de autoavaliação e a identificação dos “pontos
fracos” permitem ao medianeiro direcionar a referida vigilância e fortalecer
sua vontade no intuito de vencer as más inclinações e evitar a “queda” no
decurso do exercício da mediunidade. Buscar manter aferido e em constante
alerta o sentido que identifica as armadilhas que se escondem atrás da vaidade,
do sexo descontrolado, da modéstia que, por vezes, serve para encobrir a
preguiça. Da maledicência e dos maus pensamentos. Enfim, essas fragilidades por
certo nos sobram, o que não deve faltar é empenho em vencê-las. (Roberta Soares
– trabalhadora da Casa da Paz)
A higiene da mente é o princípio
para uma boa concentração e isso requer cuidados com a moral, o convívio em
família e as atitudes frente ao tratamento com as pessoas, o que refletirá
direto na consciência do médium. É preciso educação, disciplina, estudo e
comprometimento com a mediunidade que nos capacita a prestar a caridade e a orientação
espiritual. Mediunidade não é brinquedo, mas sim amor e respeito pelas
entidades que tanto nos auxiliam em nossa caminhada. O mestre Jesus nos orienta
a manter a paz, o equilíbrio, ter fé e não sermos falsos profetas. Precisamos buscar
esclarecimento através do evangelho e outras obras que passam mensagens de
esclarecimentos e nos educam para vida espiritual. São os sentimentos de amor e
respeito pelo próximo irão nos manter no caminho da verdade. (Maira Vitória –
trabalhadora da Casa da Paz)
Paz
e bem irmãos!!!
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