quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O desenvolvimento da psicografia e da psicofonia

O capítulo XVII do “Livro dos Médiuns” – Formação dos Médiuns - trata da psicografia e da melhor forma de desenvolvê-la. Kardec, nesta parte, vai expondo clara e objetivamente alguns procedimentos necessários aos médiuns iniciantes e que desejam desenvolver tal mediunidade tais como orar ao anjo guardião ou a Deus para que possa desempenhar bem tal papel, ser bem intuído, etc. Tais conselhos podem ser transpostos, hoje em nossa vivência mediúnica para a psicofonia. (Cristiane dos Santos– trabalhadora da Casa da Paz)
Interessante saber que essa qualidade da mediunidade pode ser “exercitada”, e não seja algo que se manifeste naturalmente. O objetivo de nosso estudo é descerrar esse véu de desconhecimento que ainda conservamos. Observamos a possibilidade de correlacionar essas instruções acerca da psicografia com a psicofonia nos dias de hoje, e para que se tenha em vista uma comunicação com Espíritos elevados, o objetivo primeiro deve ser o mais puro possível, sério, comprometido com a evolução consciencial e que principalmente, tenha relevância, pois do contrário, as palavras seriam enganações de espíritos inferiores ou até mesmo sugestão mental de médiuns vaidosos. A importância de elevar uma prece sincera ao Alto e, dessa forma, pedir a sustentação e a cobertura de entidades benfeitoras e que se o que for falar seja prejuízo, que prepondere o silêncio, da mesma forma que se os escritos “nada tem a dizer” é mais produtivo que não se façam. Quanto à questão da suspensão ou perda da mediunidade pode, muitas vezes, ter o caráter punitivo, mas acreditamos que as intenções dos mentores sempre vão além do mero castigo; acreditamos que o façam, muitas das vezes, por ser o último recurso para poupar seus pupilos de maiores débitos com a Lei Maior. (Roberta Soares – Trabalhadora da Casa da Paz)
Conforme já mencionado, há a possibilidade de exercitar a qualidade da mediunidade. Esse processo pode ainda ser desenvolvido por um grupo de pessoas, com a mesma finalidade, sempre respeitando o recolhimento religioso. Conforme o capítulo, esse coletivo aumenta o poder e a sensibilidade “por uma espécie de influência magnética que auxilia o desenvolvimento da faculdade”. Entendemos que, no mesmo sentido da psicografia, a psicofonia também pode funcionar dessa forma, pois os comunicantes encontram em diferentes assistentes aquele que possui os instrumentos necessários para sua manifestação. (Sabrina - estudante da Casa da Paz)
Importante saber que a boa intenção coloca-nos na sintonia certa. Assim, os passos que devemos observar para a confecção de psicografias são orientados e esclarecidos. O médium sempre será auxiliado e orientado a se manter na devida humildade e respeito por seus anjos de guarda. (Caroline Scheer – Trabalhadora da casa da Paz)
O médium psicógrafo tem, em suas mãos, o poder de expressar através das palavras escritas o que os espíritos de luz desejam comunicar. Da mesma forma, o médium psicofônico pode aprender e conduzir os ensinamentos crísticos e as palavras de amor e esperança às pessoas que necessitam de apoio espiritual. Como a oração é o principal meio para haver a conexão com os espíritos de luz, importante se faz ter momentos de inspiração e de prece voltada ao amor e à benevolência para que se possa desenvolver as habilidades de psicofonia e psicografia, se estas forem adequadas às condutas morais do médium. A mediunidade é um dom divino e manter-se em vibração positiva e com comportamentos benevolentes é um dos pontos para se conectar com o plano espiritual. Caso haja má conduta e falta de aprimoramento pessoal, o médium pode sofrer a suspensão ou a perda da mediunidade, fazendo-o refletir sobre suas posturas e pensamentos. (Ane - trabalhadora da Casa da Paz)
Destacamos que, para o exercício desta faculdade com a intenção (sempre boa, comprometida, bem intuída e respeitando-se os anjos de guarda) de desenvolver a psicografia e psicofonia (por analogia), existe a necessidade de ser uma faculdade orgânica do médium. Ainda que este seja bem intencionado em suas tentativas, caso perceba que, em certo tempo, estas foram infrutíferas, deverá refletir e aceitar que no seu caso esse dom não lhe foi concedido (o que não quer dizer que não poderá exercer a caridade lindamente através de outra faculdade que lhe fora destinada). Por outro lado, àqueles que detêm a faculdade da escrita (ou fala) e a esta desenvolvem, deverão se exercitar com paciência, para que não caiam nas armadilhas de espíritos mal intencionados e desviarem-se do seu caminho. (Francine Martins - trabalhadora da Casa da Paz)
A psicografia é o ato de doar parte da consciência, transmitir as mensagens, o que requer disciplina e entendimento, por ser sutil e deixar os espíritos se manifestarem através do mecanismo de escrever, concentrar e não deixar o seu pensamento interferir na comunicação a qual aquele espírito vem trazer. A maioria dos médiuns, hoje em dia, são conscientes e precisam estar preparados para a tarefa de mediunismo, o que requer muita disciplina, estudo e conhecimentos para saber com que energia esta lidando, ou seja, irmãos encarnados e desencarnados. Ao longo dos tempos, os médiuns responsabilizam-se pela comunicação entre vivos e mortos, e tal tarefa pode ser bem amparado pela espiritualidade desde que sempre se preze pela caridade e não pela vaidade. A melhor forma de conduzir a mediunidade é ser verdadeiro, fazer aquilo que realmente lhe é permitido, respeitando as leis cármicas e o verdadeiro amparo e sustentação pela caridade, pois o amor que nosso mestre Jesus nos proporcionou aqui na terra é o bem maior. (Maira Vitória - trabalhadora da Casa da Paz)
Cabe ressaltarmos, também, a relevância dos questionamentos realizados com vistas às comunicações psicográficas e/ou psicofônicas, pois estas devem ter relevância e trazer elucidações benéficas. Por isso, não devemos priorizar perguntas pessoais, o que apenas demonstrará a soberba e a deficiência emocional do médium. Outro assim, importante é o objetivo do médium iniciante ser regido pela fé, mas não devendo ser uma condição rigorosa, pois a fé, sem dúvida, auxilia nos esforços, mas não é indispensável, pois a pureza da intenção, o desejo e a boa vontade bastam. Dessa forma, é prudente concluir que a faculdade psicográfica é a uma predisposição orgânica que deve ser munida de conhecimentos que podem, pela prática, transformar-se em “saberes” organizados, refletindo o desenvolvimento mediúnico consciente e evoluído. (Jeferson – trabalhador da Casa da Paz)
Sejamos amigos, irmãos, nesta caminha que o pai nos confiou. Que Jesus e nossos guias espirituais nos mantenham vivos nesta caminhada de fé. Um fraterno abraço!

Referência:
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: guia dos médiuns e dos evocadores. Trad. SILVA, Renata Barboza da; SILVA, Simone T. Nakamura Bele da. Cap. XVII. Formação dos Médiuns. São Paulo: Petit, 2004. p. 178-190.


Nenhum comentário:

Postar um comentário