quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Fundamentos da Umbanda

            O nome Umbanda significa “manifestação do espírito para a caridade” e, neste contexto, as normas ditadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas são o núcleo duro da Umbanda, segundo os preceitos passados pelo caboclo das 7 Encruzilhadas através do médium Zélio de Moraes.
            Afirmando isto, temos no livro Encantos da Umbanda que “a prática da caridade no sentido do amor fraterno será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como Mestre Supremo, Cristo.”
            Baseado nestas duas referências, temos os pressupostos que direcionam as diretrizes básicas para a Umbanda, conforme o que nos foi passado por Zélio de Moraes, os quais são:
  •        prática da caridade com o sentido de amor fraterno;
  •        atendimento gratuito;
  •        culto aos orixás que são emanações divinas;
  •       definição dos horários de início e de término da sessão;
  •       uso de roupas brancas e, de preferência, pés descalços;
  •        não sacrifício de animais;
  •       fazer desobsessões (descarga);
  •       transporte de espíritos em estado de ignorância para atendimento a partir dos trabalhos mediúnicos afim de doutriná-los e afastá-los, baseado no preceito da caridade.

O estudo de Umbanda remete à importância de retornarmos a unicidade perdida (AUMBANDAN), ou seja, reunir com amor, e sobre a mesma bandeira, a religião, a ciência, a filosofia e a arte. No cotidiano, o objetivo da Umbanda é a prática da caridade, libertando de obsessões, curando as moléstias de origem ou relação espiritual, desmanchando os trabalhos de magia negra e preparando um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos. 
            Pelas normas ditadas pelo caboclo das Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Moraes, não se devem usar atabaques nos trabalhos. Acreditamos que, pela influência das religiões afro-brasileiras, algumas casas de Umbanda se utilizam desse instrumento no ritual por acreditarem ser importante para o contato com os espíritos de luz. No entanto, o seu uso pode influenciar não só os médiuns como os consulentes, pois ativam energias que precisam ser controladas e por este motivo foi dada orientação.
            Como a religião de Umbanda preza pela convergência de saberes, pensamos que se for para um bem comum, respeitando as consciências da casa, pode ser coerente o uso de alguns instrumentos. Tal uso precisa sempre respeitar as indicações da egrégora espiritual e dos dirigentes no plano físico da casa em questão, pensando na melhor forma de realizar o trabalho.

Texto coletivo escrito por trabalhadores da Casa da Paz.

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