Para ter-se êxito no uso da
mediunidade, precisamos nos focar em observar e praticar a moral e a ética.
Ramatís relata a grande fadiga que os espíritos angélicos sofrem na interação
com seres encarnados, evidenciando a necessidade constante do aprimoramento dos
médiuns. A necessidade de preparo do médium em seus estudos, com o aumento de
sua frequência energética e a atividade durante o sono, vão qualificando-o,
para exercer sua função de comprometimento da melhor maneira.
Segundo
relato de Norberto Peixoto, temos um conselho dado a ele como um norte no
exercício da boa índole para um médium. O desajuste com a vaidade (ego), o
ganho financeiro e a promiscuidade sexual, nos colocará em sintonia ou não com
a boa prática. Assim nos colocando como protagonistas da nossa caminhada
evolutiva.
(Caroline Scheer – trabalhadora
da Casa da Paz)
O
texto de Ramatís nos deixa muito claro o quanto a espiritualidade superior se
esforça para nos auxiliar e nós, na grande maioria das vezes, não valorizamos
tal esforço e não doamos nem um milionésimo do amor e da caridade que eles nos
dão. Reclamamos de ter de estudar, de ter que deixar nossas casas para o
trabalho quando, na verdade SOMOS NÓS MESMOS QUE NECESSITAMOS DISSO para nos
aprimorarmos.
A
generosidade e a compreensão dos seres angélicos que já galgaram o caminho da
carne é tanta, que mesmo sendo nós muito imperfeitos, eles não desistem de nos ajudarem, mesmo quando estamos prontos a desistir deles
por qualquer detalhe que não caiba em nosso cotidiano.
Nesse
sentido, o vídeo de Norberto Peixoto nos chama a atenção para nossa prática
conjunta, enquanto grupo, na casa espírita ou no terreiro porque somos um todo,
somos parte de um mesmo organismo mediúnico enquanto corrente e, caso um caia,
todos podem vir a cair, pois somos interdependentes. A vigilância, nesse
sentido, deve ser maior ainda, porque não desejo levar meu irmão a cair por
brechas que eu estou deixando, lembra ainda que a tríade
vaidade-dinheiro-sensualismo, entre irmãos de corrente é a causa principal de
fechamentos de casas espiritualistas.
(Cristiane dos Santos–
trabalhadora da Casa da Paz)
O
texto e o vídeo tratam, com enfoques diferentes, da reforma íntima do médium. O
vídeo aborda especificamente sobre a moral do médium dentro do terreiro de
Umbanda, no qual Norberto Peixoto destaca as principais causas da queda do
médium (e consequentemente a quebra de corrente): vaidade; dinheiro; sexo.
Resumidamente conclui-se que a atitude do médium não só afeta a sua própria
existência, como todo o trabalho espiritual desenvolvido pela corrente
mediúnica.
O
texto traz as diferenças entre o médium "natural" e o "de
prova". Faz-nos refletir o quanto a espiritualidade é misericordiosa para
com os espíritos encarnados que necessitam resgatar seu karma, a partir do
momento em que trabalham incessantemente e se esforçam ao máximo para auxiliar
os médiuns de prova na caminhada da evolução espiritual, ainda que estes cometam
deslizes e práticas condenáveis.
Portanto,
nós, médiuns de prova, os quais estão percorrendo o caminho do aprendizado
galgando a evolução espiritual através do exercício da caridade, respeitando
sempre os ensinamentos de Deus, devemos nos esforçar para nos manter com boa
vibração e energia para que o Astral consiga transmitir as informações
necessárias para nos auxiliar cada vez mais nesta caminhada.
(Francine Martins - trabalhadora
da Casa da Paz)
Referências:
RAMATIS. Mediunismo. Psicografia de Hercílio Maes. Capítulo 7. Considerações
sobre a mediunidade natural e de prova. p. 42-45.
UMBANDA: Queda do médium -
"estouro" da corrente. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=elep5ef_Mos>. Acesso em: 20 jun. 2017.
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