segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Queda do médium

Para ter-se êxito no uso da mediunidade, precisamos nos focar em observar e praticar a moral e a ética. Ramatís relata a grande fadiga que os espíritos angélicos sofrem na interação com seres encarnados, evidenciando a necessidade constante do aprimoramento dos médiuns. A necessidade de preparo do médium em seus estudos, com o aumento de sua frequência energética e a atividade durante o sono, vão qualificando-o, para exercer sua função de comprometimento da melhor maneira.
Segundo relato de Norberto Peixoto, temos um conselho dado a ele como um norte no exercício da boa índole para um médium. O desajuste com a vaidade (ego), o ganho financeiro e a promiscuidade sexual, nos colocará em sintonia ou não com a boa prática. Assim nos colocando como protagonistas da nossa caminhada evolutiva.
(Caroline Scheer – trabalhadora da Casa da Paz)

O texto de Ramatís nos deixa muito claro o quanto a espiritualidade superior se esforça para nos auxiliar e nós, na grande maioria das vezes, não valorizamos tal esforço e não doamos nem um milionésimo do amor e da caridade que eles nos dão. Reclamamos de ter de estudar, de ter que deixar nossas casas para o trabalho quando, na verdade SOMOS NÓS MESMOS QUE NECESSITAMOS DISSO para nos aprimorarmos.
A generosidade e a compreensão dos seres angélicos que já galgaram o caminho da carne é tanta, que mesmo sendo nós muito imperfeitos, eles não desistem de nos ajudarem, mesmo quando estamos prontos a desistir deles por qualquer detalhe que não caiba em nosso cotidiano.
Nesse sentido, o vídeo de Norberto Peixoto nos chama a atenção para nossa prática conjunta, enquanto grupo, na casa espírita ou no terreiro porque somos um todo, somos parte de um mesmo organismo mediúnico enquanto corrente e, caso um caia, todos podem vir a cair, pois somos interdependentes. A vigilância, nesse sentido, deve ser maior ainda, porque não desejo levar meu irmão a cair por brechas que eu estou deixando, lembra ainda que a tríade vaidade-dinheiro-sensualismo, entre irmãos de corrente é a causa principal de fechamentos de casas espiritualistas.
(Cristiane dos Santos– trabalhadora da Casa da Paz)

O texto e o vídeo tratam, com enfoques diferentes, da reforma íntima do médium. O vídeo aborda especificamente sobre a moral do médium dentro do terreiro de Umbanda, no qual Norberto Peixoto destaca as principais causas da queda do médium (e consequentemente a quebra de corrente): vaidade; dinheiro; sexo. Resumidamente conclui-se que a atitude do médium não só afeta a sua própria existência, como todo o trabalho espiritual desenvolvido pela corrente mediúnica.
O texto traz as diferenças entre o médium "natural" e o "de prova". Faz-nos refletir o quanto a espiritualidade é misericordiosa para com os espíritos encarnados que necessitam resgatar seu karma, a partir do momento em que trabalham incessantemente e se esforçam ao máximo para auxiliar os médiuns de prova na caminhada da evolução espiritual, ainda que estes cometam deslizes e práticas condenáveis.
Portanto, nós, médiuns de prova, os quais estão percorrendo o caminho do aprendizado galgando a evolução espiritual através do exercício da caridade, respeitando sempre os ensinamentos de Deus, devemos nos esforçar para nos manter com boa vibração e energia para que o Astral consiga transmitir as informações necessárias para nos auxiliar cada vez mais nesta caminhada.
(Francine Martins - trabalhadora da Casa da Paz)

Referências:
RAMATIS. Mediunismo. Psicografia de Hercílio Maes. Capítulo 7. Considerações sobre a mediunidade natural e de prova. p. 42-45.
UMBANDA: Queda do médium - "estouro" da corrente. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=elep5ef_Mos>. Acesso em: 20 jun. 2017.

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