O
nome Umbanda significa “manifestação do espírito para a caridade” e, neste
contexto, as normas ditadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas são o núcleo
duro da Umbanda, segundo os preceitos passados pelo caboclo das 7 Encruzilhadas
através do médium Zélio de Moraes.
Afirmando
isto, temos no livro Encantos da Umbanda que “a prática da caridade no sentido do amor fraterno será a característica
principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como Mestre Supremo,
Cristo.”
Baseado
nestas duas referências, temos os pressupostos que direcionam as diretrizes
básicas para a Umbanda, conforme o que nos foi passado por Zélio de Moraes, os
quais são:
- prática da caridade com o sentido de amor fraterno;
- atendimento gratuito;
- culto aos orixás que são emanações divinas;
- definição dos horários de início e de término da sessão;
- uso de roupas brancas e, de preferência, pés descalços;
- não sacrifício de animais;
- fazer desobsessões (descarga);
- transporte de espíritos em estado de ignorância para atendimento a partir dos trabalhos mediúnicos afim de doutriná-los e afastá-los, baseado no preceito da caridade.
O estudo de Umbanda remete
à importância de retornarmos a unicidade perdida (AUMBANDAN), ou seja, reunir com
amor, e sobre a mesma bandeira, a religião, a ciência, a filosofia e a arte. No
cotidiano, o objetivo da Umbanda é a prática da caridade, libertando de
obsessões, curando as moléstias de origem ou relação espiritual, desmanchando
os trabalhos de magia negra e preparando um ambiente favorável a operosidade de
seus adeptos.
Pelas
normas ditadas pelo caboclo das Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Moraes,
não se devem usar atabaques nos trabalhos. Acreditamos que, pela influência das
religiões afro-brasileiras, algumas casas de Umbanda se utilizam desse
instrumento no ritual por acreditarem ser importante para o contato com os
espíritos de luz. No entanto, o seu uso pode influenciar não só os médiuns como
os consulentes, pois ativam energias que precisam ser controladas e por este
motivo foi dada orientação.
Como
a religião de Umbanda preza pela convergência de saberes,
pensamos que se for para um bem comum, respeitando as consciências da casa,
pode ser coerente o uso de alguns instrumentos. Tal uso precisa sempre
respeitar as indicações da egrégora espiritual e dos dirigentes no plano físico
da casa em questão, pensando na melhor forma de realizar o trabalho.
Texto coletivo escrito por trabalhadores da Casa da Paz.