sábado, 1 de julho de 2017

Médiuns e mediunidade – vivência no trabalho mediúnico

"ENQUANTO MÉDIUM, QUAL A BOA CARACTERÍSTICA QUE CREIO JÁ ESTAR ALICERÇADA NA MINHA PRÁTICA MEDIÚNICA E/OU QUAL OU QUAIS TENHO DE ME PREOCUPAR EM POLICIAR, RELATIVAMENTE ÀS IMPERFEIÇÕES MORAIS QUE PODEM ME CAUSAR DESEQUILÍBRIOS?"

Acredito que a boa característica que já está alicerçada em minha prática mediúnica é a busca pelo autoconhecimento fazendo sempre a autoanálise após a manifestação espírita para ver se não é de cunho fictício ou falso. Busco sempre estar em sintonia com o plano espiritual em busca da alta elevação com espíritos de bem, não caindo assim na teia de espíritos mal intencionados.
Imagino que a psicofonia e a vidência sejam os meus melhores “dons mediúnicos”, mas ainda estou em busca do auxílio e confiança no plano espiritual.
(Daurea Barcellos – trabalhadora da Casa da Paz)

Ser um bom médium parte dos princípios de seriedade, modéstia, devotamento e segurança que devem ser prezados e muito bem observados na conduta e no desenvolvimento das possíveis mediunidades. Sendo a mediunidade uma faculdade inerente ao ser humano, devemos tê-la como um catalisador para nossos resgates. Assim, necessitamos nos ater para a questão de que atraímos os espíritos por afinidade, ou seja, nossa moral seria o imã que atrai a espiritualidade para nossas vidas, podendo ser boas ou más tais influências.
Digo que tenho consciência da importância da evolução moral para ter uma melhor evolução pessoal e, com certeza, espiritual. Tento, em meu dia a dia, viver minha religião pelas coisas mais simples e perceber o bem e a felicidade em meu caminho, se sobrepondo as questões da matéria. Sei o quanto isso é difícil para um ser imperfeito como sou, mas, aos poucos, acredito que as mudanças se consolidem pela prática do bem e da caridade.
(Jeferson – trabalhador da Casa da Paz)

Como sabemos, a caminhada mediúnica é longa e depende de esforço e dedicação. Considero-me uma médium iniciante. Como minha boa característica nesta prática, creio que desenvolvi uma maior capacidade de reflexão, tanto das práticas espirituais do terreiro como sobre o meu comportamento moral, o que me possibilita a cada dia o autoconhecimento. Eu tenho certeza que ainda falta muito estudo e aprendizado em busca da minha reforma moral, consigo identificar as mudanças de comportamento que já obtive nesta curta caminhada, bem como os erros que ainda cometo neste sentido e o que devo fazer para melhorar (ainda que tais mudanças não sejam simples, fáceis e rápidas, mas a necessidade delas acabam chegando com o tempo e as vezes se tornam naturais).
Como diz Allan Kardec: “Orai e Vigiai”, esta prática é que tento adotar dia a dia, creio que com o estudo, o aprendizado, a busca pela reforma moral e consequentemente estar em uma maior sintonia com os meus mentores espirituais fará com que eu supere este obstáculo e que possa servir à Caridade de forma mais efetiva, consciente e eficiente.
(Francine Martins - trabalhadora da Casa da Paz)

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