segunda-feira, 10 de julho de 2017

A mediunidade e as comunicações com os espíritos – Ramaatis

Os textos apresentados são baseados no livro “Mediunismo”, psicografado por Hercílio Maes pelo espírito Ramaatis, mais especificamente, no capítulo 1 – Considerações sobre o “Livro dos Médiuns”.

Para Ramaatis, a mediunidade não é orgânica, ou está ligada a alguma diferença fisiológica do ser humano, nem tampouco implica em alterações do sistema nervoso central, antes é uma faculdade do espírito, usando o mesmo termo do autor, no livro, é um “patrimônio”' do espírito. Quando desenvolvida com respeito, seriedade e amor coopera para o desenvolvimento moral e espiritual do homem. E quando o autor fala que é importante embasar-se em orientações, como as postuladas por Allan Kardec, não é que espere que ela perca seu caráter espontâneo, mas sim que seja assegurada a sua retidão enquanto exercício terreno.
Na perspectiva de Ramaatis, as comunicações satisfatórias com o Além são fundamentadas no mediunismo sólido, aprimorado com o equilíbrio moral, psíquico e emocional do medianeiro; na prática da tarefa mediúnica compromissada, livre de vaidades e sem espera reconhecimento; com a imaginação disciplinada, para que não haja espaço para situações fantasiosas, que só fazem confundir o médium e, por conseguinte, comprometer o caráter sério e verdadeiro das comunicações com os espíritos.
Salienta o autor, também, a importância do conhecimento, de estudar, de usar em proveito do bom exercício da mediunidade, por exemplo, o Livro dos Médiuns, elaborado criteriosamente por Allan Kardec e que pode ser usado como uma bússola para nortear o cumprimento do serviço mediúnico, para que não sejam feitas experimentações a esmo, mas sim pautadas em parâmetros que servem para atestar a idoneidade tanto das comunicações propriamente ditas como o desenvolvimento do mediunismo em seus vários campos de atuação.
(Roberta Soares – trabalhadora da Casa da Paz)

Para Ramaatis, a mediunidade é uma faculdade que engrandece a percepção psíquica com o objetivo de evolução e moralização do espírito do homem.
Para haver a melhor comunicação possível com o plano astral, devemos nos dedicar aos estudos primários, devemos também melhorar nossas condições morais e prestar um serviço desinteressado. Precisamos nos dedicar e nos comprometer a fim de obtermos um resultado positivo. Seguindo o ensinamento do “Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, teremos a melhor orientação para o exercício da mediunidade.
(Caroline Scheer – trabalhadora da Casa da Paz)

Referência:
RAMAATIS. Mediunismo. Psicografia de Hercílio Maes. Capítulo 1. Considerações sobre o “Livro dos Médiuns”. p. 13-18.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O estudo do “Livro dos Médiuns” - Ramaatis

Os textos apresentados são baseados no livro “Mediunismo”, psicografado por Hercílio Maes pelo espírito Ramaatis, mais especificamente no capítulo 1 – Considerações sobre o “Livro dos Médiuns.” 

Segundo as concepções de Ramaatis, o estudo do “Livro dos Médiuns” corrobora na prática e no desenvolvimento mediúnico. Compreender, significar e empregar os conhecimentos lidos auxiliam tanto na comunicação quanto na prática mediúnica e isso não seria diferente nas práticas de terreiro. O terreiro enquanto espaço de evolução, interligado ao mundo espiritual, traz em si práticas que o diferencia da outras práticas religiosas, como diz Ramaatis “existem outros sistemas de se praticar o mediunismo, tais como o que se efetua na Umbanda, no qual se tende mais a objetivar todas as expressões e aspectos que os seus comunicantes possuíam na vida física”.
Ainda, baseado no dizeres de Ramaatis, percebemos que há certo apressamento no conhecimento da obra em questão, mesmo pelos umbandistas, uma vez que este conhecimento permite maior intercâmbio entre o médium e os espíritos, o que nos permite dizer que há uma convergência desse saber religioso à Umbanda, a fim de contribuir ainda mais para a Umbanda crescer enquanto religião múltipla. 
(Jeferson – trabalhador da Casa da Paz)

Para Ramaatis, o estudo do “Livro dos Médiuns” auxilia os médiuns no exercício da sua mediunidade de forma a afastar intervenções negativas que possam prejudicá-los, já que os espíritos benfeitores da área espírita sempre preferem se comunicar com aqueles orientados pela doutrina, principalmente pela obra do “Livro dos Médiuns”. Ainda que um médium possa exercer com seriedade esta faculdade sem conhecer a doutrina de Kardec, o conhecimento da obra evita o seu desperdício de tempo e decepções provenientes de uma experiência empírica quando se ignora o conhecimento através do estudo espírita.
A Umbanda é uma religião que se consubstanciou sob o desenvolvimento de seus trabalhos e ensinamentos pelo prisma quase que exclusivamente da experiência empírica, sem atentar para a necessidade de um conhecimento mais disciplinado, ainda que consagrada. Conclui-se que, a partir do momento em que os médiuns de Umbanda começarem a entender a importância do estudo destas doutrinas, conseguirão se conectar mais efetivamente com seus guias e mentores espirituais, sabendo identificar a presença de espíritos perturbadores que pretendem lhe corromper, bem como na mesma medida os afasta, tendo mais clareza das mensagens e ensinamentos passados pelo astral.
(Francine Martins - trabalhadora da Casa da Paz)

Referência:
RAMAATIS. Mediunismo. Psicografia de Hercílio Maes. Capítulo 1. Considerações sobre o "Livro dos Médiuns". p. 13-18.

sábado, 1 de julho de 2017

Médiuns e mediunidade – vivência no trabalho mediúnico

"ENQUANTO MÉDIUM, QUAL A BOA CARACTERÍSTICA QUE CREIO JÁ ESTAR ALICERÇADA NA MINHA PRÁTICA MEDIÚNICA E/OU QUAL OU QUAIS TENHO DE ME PREOCUPAR EM POLICIAR, RELATIVAMENTE ÀS IMPERFEIÇÕES MORAIS QUE PODEM ME CAUSAR DESEQUILÍBRIOS?"

Acredito que a boa característica que já está alicerçada em minha prática mediúnica é a busca pelo autoconhecimento fazendo sempre a autoanálise após a manifestação espírita para ver se não é de cunho fictício ou falso. Busco sempre estar em sintonia com o plano espiritual em busca da alta elevação com espíritos de bem, não caindo assim na teia de espíritos mal intencionados.
Imagino que a psicofonia e a vidência sejam os meus melhores “dons mediúnicos”, mas ainda estou em busca do auxílio e confiança no plano espiritual.
(Daurea Barcellos – trabalhadora da Casa da Paz)

Ser um bom médium parte dos princípios de seriedade, modéstia, devotamento e segurança que devem ser prezados e muito bem observados na conduta e no desenvolvimento das possíveis mediunidades. Sendo a mediunidade uma faculdade inerente ao ser humano, devemos tê-la como um catalisador para nossos resgates. Assim, necessitamos nos ater para a questão de que atraímos os espíritos por afinidade, ou seja, nossa moral seria o imã que atrai a espiritualidade para nossas vidas, podendo ser boas ou más tais influências.
Digo que tenho consciência da importância da evolução moral para ter uma melhor evolução pessoal e, com certeza, espiritual. Tento, em meu dia a dia, viver minha religião pelas coisas mais simples e perceber o bem e a felicidade em meu caminho, se sobrepondo as questões da matéria. Sei o quanto isso é difícil para um ser imperfeito como sou, mas, aos poucos, acredito que as mudanças se consolidem pela prática do bem e da caridade.
(Jeferson – trabalhador da Casa da Paz)

Como sabemos, a caminhada mediúnica é longa e depende de esforço e dedicação. Considero-me uma médium iniciante. Como minha boa característica nesta prática, creio que desenvolvi uma maior capacidade de reflexão, tanto das práticas espirituais do terreiro como sobre o meu comportamento moral, o que me possibilita a cada dia o autoconhecimento. Eu tenho certeza que ainda falta muito estudo e aprendizado em busca da minha reforma moral, consigo identificar as mudanças de comportamento que já obtive nesta curta caminhada, bem como os erros que ainda cometo neste sentido e o que devo fazer para melhorar (ainda que tais mudanças não sejam simples, fáceis e rápidas, mas a necessidade delas acabam chegando com o tempo e as vezes se tornam naturais).
Como diz Allan Kardec: “Orai e Vigiai”, esta prática é que tento adotar dia a dia, creio que com o estudo, o aprendizado, a busca pela reforma moral e consequentemente estar em uma maior sintonia com os meus mentores espirituais fará com que eu supere este obstáculo e que possa servir à Caridade de forma mais efetiva, consciente e eficiente.
(Francine Martins - trabalhadora da Casa da Paz)